sábado, 28 de novembro de 2015

LIVRO PALAVRAS DE VIDA ETERNA - CAP. 38 - SALVAR - SE - MARIA CAMPOS - 28-11-2015

SALVAR - SE 

“Palavra fiel é esta e digna de toda a aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores...”- Paulo. (I TIMÓTEO, 1:15.)

É digna de nota a afirmativa do Apóstolo, asseverando que Jesus veio ao mundo salvar os pecadores, para reconhecermos que salvar não significa arrebatar os filhos de Deus à lama da Terra para que fulgurem, de imediato, entre os anjos do Céu.
Assinalemos que, logo após a passagem do Senhor entre as criaturas, a fisionomia íntima dos homens, de modo geral, era a mesma do tempo que lhe antecedera a vinda gloriosa.
Mantinham-se os romanos no galope de conquista ao poder, os judeus permaneciam algemados a racismo infeliz, os egípcios desciam à decadência, os gregos demoravam-se sorridentes e impassíveis, em sua filosofia recamada de dúvidas e prazeres.
Os senhores continuavam senhores, os escravos prosseguiam escravos...
Todavia, o espírito humano sofrera profunda alterações.
As criaturas, ao toque do exemplo e da palavra do Cristo, acordavam para a verdadeira fraternidade, e a redenção, por chama divina, começou a clarear os obscuros caminhos da Terra, renovando o semblante moral dos povos...
Salvar-se, pois, não será subir ao Céu com alparcas do favoritismo religioso, mas sim converter-se ao trabalho incessante do bem, para que o mal se extinga no mundo.
Salvou-nos o Cristo ensinando-nos como reerguer-nos da treva para a luz.
Salvar é, portanto, levantar, iluminar, ajudar e enobrecer, e salvar-se é educar-se alguém para educar os outros.

domingo, 22 de novembro de 2015

LIVRO PALAVRAS DE VIDA ETERNA - CAP. 37 - REPAREMOS NOSSAS MÃOS - MARIA CAMPOS - 22-11-2015

REPAREMOS NOSSAS MÃOS

“E Jesus, estendendo a mão, tocou-o dizendo: quero, sê limpo.”
(MATEUS, 8:3.)

Meditemos na grandeza e na sublimidade das mãos que se estendem para o bem...
Mãos que aram a terra, preparando a colheita...
Mãos que constroem lares e escolas, cidades e nações...
Mãos que escrevem, amando em louvor do conhecimento...
Mãos que curam na medicina, que plasmam a riqueza da ciência e da indústria, que asseguram o reconforto e o progresso...
Todas elas se abrem, generosas, na direção do Infinito, gerando aperfeiçoamento e tranqüilidade, reconhecimento e alegria, conjugando-se , abnegadas, para a extensão das bênçãos da Sabedoria e de Amor na Obra de Deus.
Mas pensemos também nas mãos que se estendem para as sombras do mal...
Mãos que recolhem o ouro devido ao trabalho em favor de todos, transformando-se em garras de usura...
Mãos que acionam apetrechos de morte, convertendo-se em conchas de sangue e lagrimas...
Mãos que se agitam na mímica estudada de quantos abusam da multidão para conduzi-la à indisciplina em proveito próprio...
Mãos que ferem, que coagulam o fel da calúnia em forma de letras, que amaldiçoam, que envenenam e que cultuam a inércia...
Todas elas se cerram sobre si mesmas em círculos de aflição e remorsos pelos quais se aprisionam às trevas do sofrimento.
Reparemos, assim, a que forças da vida estendemos as nossas mãos.
Jesus, o Mestre Divino, passou no mundo estendendo-as no auxilio de todos, ensinando e ajudando, cirando e afagando, aliviando corpos enfermos e levantando almas caídas, e, para mostrar-nos o supremo valor das mãos consagradas ao bem constante, preferiu morrer na cruz, de mãos estendidas, como que descerrando o coração pleno de amor à Humanidade inteira.

domingo, 15 de novembro de 2015

LIVRO PALAVRAS DE VIDA ETERNA - CAP. 36 - CORAÇÃO PURO - MARIA CAMPOS - 15-11-2015

CORAÇÃO PURO

“Não se turbe o vosso coração...”- Jesus (JOÃO, 14:1.)

Guarda contigo o coração nobre e puro.
Não afirmou o Senhor: -“não se vos obscureça o ambiente”, ou “não se vos ensombre o roteiro”, porque criatura alguma na experiência terrestre poderá marchar constantemente a céu sem nuvens.
Cada berço é início de viagem laboriosa para a alma necessitada de experiência.
Ninguém se forrará aos obstáculos.
O pretérito ominoso para a grande maioria de nós outros, os viandantes da Terra, levantará no território de nosso próprio íntimo os fantasmas que deixamos para trás, vaguentes e insepultos, a se exprimirem naqueles que ferimos e injuriamos nas existências passadas e que hoje se voltam pra nós, a feição de credores inflexíveis, solicitando reconsideração e resgate, serviço e pagamento.
Não passarás, assim, no mundo, sem tempestades e nevoeiros, sem o fel das provas ásperas ou sem o assédio das tentações.
Buscando o bem, jornadearás, como é justo, entre pedras e abismos, pantanais e espinheiros.
Todavia, recomendou-nos o Mestre: - “não se turbe o vosso coração”, porque o coração puro e intimorato é garantia de consciência limpa e reta e quem dispõe da consciência limpa e reta vence toda perturbação e toda treva, por trazer em si mesmo a luz irradiante para o caminho.

sábado, 7 de novembro de 2015

LIVRO PALAVRAS DE VIDA ETERNA - CAP. 35 - OBSERVEMOS AMANDO - MARIA CAMPOS - 07-11-2015

OBSERVEMOS AMANDO

“Por que vês o argueiro no olho do teu irmão?”- Jesus (MATEUS, 7:3.)

Habitualmente, guardamos o vezo de fixar as inibições alheias, com absoluto esquecimento das nossas.
Exageremos as prováveis fraquezas do próximo, prejulgamos com rispidez e severidade o procedimento de nossos irmãos...
A pergunta do Mestre acorda-nos para a necessidade de nossa educação, de vez que, de modo geral, descobrimos nos outros somente aquilo que somos.
A beneficio de nossa edificação recordemos a conduta do Cristo na apreciação de quantos lhe defrontavam a marcha.
Para muitos, Maria de Magdala era a mulher obsidiada e inconveniente; mas para ele surgiu como sendo um formoso coração feminino, atribulado por indizíveis angustias, que, compreendido e amparado, lhe espalharia no mundo o sol da ressurreição.
No conceito da maioria, Zaqueu era usurário de mãos azinhavradas e infelizes; para ele, no entanto, era o amigo do trabalho a quem transmitiria alevantadas noções de progresso e riqueza.
Aos olhos de muita gente, Simão Pedro era fraco e inconstante; para ele, contudo, representava o brilhante entrando nas sombras do preconceito que fugiria à luz do Pentecoste para veicular-lhe o Evangelho.
Na opinião do seu tempo, Saulo de Tarso era rijo doutor da lei mosaica, de espírito endurecido e tiranizante; para ele, porem, era um companheiro mal conduzido que buscaria em pessoa, às portas de Damasco para ajudar-lhe a Doutrina.
Observemos amando, porque apenas o amor puro arrancará por fim as escamas de treva dos nossos olhos para que os outros nos apareçam na Benção de Deus que, invariavelmente, trazem consigo.

domingo, 1 de novembro de 2015

LIVRO PALAVRAS DE VIDA ETERNA - CAP. 34 - PROSSIGAMOS - MARIA CAMPOS - 01-10-2015

PROSSIGAMOS 

“Irmãos, quanto a mim não julgo que o haja alcançado; mas, uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam e avançando para as que estão diante de mim...”- Paulo.
(FILIPENSES, 3:13.) 

Se te imobilizas na estrada, a pretexto de amarguras acumuladas ou de ofensas recebidas, lembra-te de Paulo, o apostolo intrépido, que, sobrecarregado de problemas, não se resignava a interromper o trabalho que o Mestre lhe conferira.
O amigo providencial da gentilidade não se entretinha a escutar os remorsos que trazia do seu tempo de adversário e perseguidor do Evangelho.
Não lamentava os amigos descrentes da renovação de que fornecia testemunho.
Não se queixava dos parentes que o recebiam, empunhando o azorrague da expulsão.
Não se detinha para lastimar a alteração dos afetos que a incompreensão azedara no vaso do tempo.
Não cultivava a volúpia da solidão porque lhe faltasse a benção do tálamo doméstico.
Não se fixava nos espinhos que lhe ferreteavam a alma e a carne, não obstante reconhecer-lhes a existência.
Não parava com o objetivo de reclamar contra as pedradas do caminho.
Não se concedia férias de choro inútil, ante as arremetidas do mal.
Não se demorava na rede de elogios, sob o fascínio da ilusão.
Não se cristalizava nos próprios impedimentos.
Seguia sempre na direção do alvo que lhe cabia atingir.
Assim, também nós, endividados ou pecadores, pobres ou doentes, fracos ou inábeis, desiludidos ou torturados, uma coisa façamos... Acima de todos os tropeços inibições, prossigamos sempre adiante, olvidando o mal e fazendo o bem.

ESTUDO DO LIVRO "DE VOLTA AO PASSADO" - 30/10/2015 - PARTE 38 - FACILITADOR: ALEXANDRE X. DE CAMARGO

https://www.youtube.com/watch?v=Aem9fD4E-mw